Qual o diferencial das poucas empresas que já conseguem resultados com IA

Oldack Sérgio Rabelo Coutinho, SEIDOR Brasil
É bem provável que você já tenha se deparado com algum estudo recente sobre as dificuldades nos projetos corporativos de Inteligência Artificial. Relatórios, pesquisas e análises se acumulam e, quase sempre, reforçam o mesmo diagnóstico: muito investimento, pouco retorno. Os erros já foram amplamente discutidos. O que recebe menos atenção é a análise das estratégias que funcionaram. Afinal, quais decisões separaram os poucos projetos bem-sucedidos da grande maioria? É nesse ponto que o levantamento internacional State of AI in Business 2025, conduzido por pesquisadores do MIT NANDA, traz informações relevantes. Apesar de investimentos globais estimados entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões em iniciativas de IA Generativa, 95% das organizações ainda não conseguem gerar retorno financeiro mensurável.
A proposta aqui é observar o que a minoria (5%) fez de diferente. O estudo descreve esse descompasso como The GenAI Divide: a distância entre um grupo restrito de empresas que já captura valor econômico real e a ampla maioria que permanece limitada a provas de conceito e pilotos sem impacto no P&L. A diferença não está no acesso à tecnologia, mas em tomar decisões baseadas em bons fundamentos no processo de implementação da IA. Entre elas, destaca-se a opção por parcerias estratégicas. O estudo aponta que aproximadamente 67% das soluções adquiridas apresentam sucesso, enquanto iniciativas desenvolvidas internamente alcançam êxito em cerca de um terço dos casos.
Na prática, percebemos que o uso de ferramentas maduras e em constante evolução reduz o tempo de implementação, riscos operacionais e custos de manutenção, permitindo que os times concentrem esforços na aplicação da IA aos processos de negócio. Por exemplo, temos a experiência com a Global Era, na qual foi desenvolvido um agente para apoiar o cliente na jornada de compra via WhatsApp. Já para uma indústria do setor de chocolates, a loja-conceito possui várias ativações com IA que vão desde curadoria de produtos até a interação com os clientes, reforçando os programas de fidelidade. Nesses dois casos, contamos com a Aya by SEIDOR.
Outro ponto relevante é a integração da IA aos sistemas corporativos já utilizados, como ERPs e outras plataformas centrais. Por exemplo, o E1.AI, EssentialOne bySeidor, passa a oferecer uma experiência mais simples e orientada por contexto no SAP Business One, ou o SAP Joule, já integrado aos produtos da mesma fabricante como o SAP Cloud ERP, ambas nativamente integradas aos dados e fluxos de trabalho da empresa, tornando as respostas assertivas e com ações práticas nos processos de negócio.
Ou seja, são estratégias mais eficientes. Em um cenário ainda marcado por frustrações, é possível romper esse ciclo e gerar valor. A nossa experiência acumulada em projetos desenvolvidos em diferentes setores, especialmente ao longo do último ano, reforça essa constatação. Integramos a lista de empresas que já utilizam a IA de forma eficiente e estão preparadas para avançar rumo à IA agêntica.