Threat Intelligence é a bala de prata na nova era da segurança da informação?

Hoje, com certeza, podemos dizer que não existe uma "bala de prata" para lidar com ataques e ameaças cibernéticas. Segurança...

Threat Intelligence é a bala de prata na nova era da segurança da informação?

Pedro Godoy, Solution Architect da Dimension Data

Hoje, com certeza, podemos dizer que não existe uma "bala de prata" para lidar com ataques e ameaças cibernéticas. Segurança é algo complexo e requer, cada vez mais, uma metodologia holística para lidar com os riscos.

Além disso, boa parte das empresas e negócios já construiu, bem ou mal, linhas de defesa ao longo de anos, evoluindo sua segurança e mitigado riscos a níveis aceitáveis para sua operação. Então, se não existe bala de prata, uma defesa em camadas e as soluções de segurança estão evoluindo, por que as ameaças continuam invadindo inúmeras e distintas infraestruturas? 

Falta a famosa "cola", um ingrediente secreto ou a receita especial, daquelas que mudam o jogo, integra camadas e traz uma sofisticação. Ou seja, na maior parte das vezes, falta inteligência. 

A inteligência, assim como o cenário de segurança, é complexa e precisa de sofisticação. Para empresas e usuários comuns, isso não é - em geral -, uma possibilidade justificável em relação ao investimento. Lembre-se: um controle de segurança não pode ter um custo maior do que valor do ativo que se deseja proteger. Então como trazer esta inteligência, de forma a justificar o custo e mitigar mais o risco? 

O cenário de segurança está cada vez mais colaborativo e traz muitos benefícios, além de uma felicidade enorme para os vários profissionais da área que sempre semearam o compartilhamento de informações. Isso permitiu que grupos de pesquisa de segurança fossem criados e começassem a alimentar produtos e soluções, de camada em camada. 

Desta forma, os benefícios começaram a aparecer. Especialistas de segurança analisando Malware durante vinte e quatro horas por dia, participando de grupos de "hacktivismo" para se antecipar a ataques de campanha, desenvolvendo proteções, armadilhas e controles para impedir a execução ou os estragos causados por um "ransomware". Esses heróis que não usam capa, que trazem uma inteligência colaborativa, são os novos atores, a nova camada que deve permear todas as outras para nos proteger. 

Essa inteligência, que muda o nosso tempo em detectar ameaças de meses para minutos, é essencial para lidar com o cenário de mudança constante da tecnologia, onde geralmente a segurança não costuma se antecipar. Aliás, a antecipação só é possível hoje graças à essa inteligência. 

Por fim, a inteligência que resolve nossos problemas e que integra as soluções, além de aumentar sua efetividade, deve estar sempre presente em nosso planejamento de segurança e mitigação de riscos. A inteligência não é uma "bala de prata", mas acrescenta bastante poder de fogo ao arsenal de luta contra as ameaças cibernéticas. E o melhor de tudo: essa inteligência é colaborativa, algumas gratuitas e abertas e outras privadas, com baixo custo ou já inclusas na aquisição das novas soluções.

Portanto, se você ainda não dispõe de uma base de inteligência de ameaças para te ajudar a tratar e impedir incidentes de segurança, faça uma escolha "inteligente" e comece a utilizar uma. Será fácil visualizar o quanto ela se tornará uma arma poderosa para obter visibilidade, informações, apoio e proteções contra qualquer ataque, inclusive aqueles ainda não mapeados (Zero Days).