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Pix 2.0 avança como infraestrutura financeira e amplia oportunidades para ERPs e fintechs

Pix 2.0 avança como infraestrutura financeira e amplia oportunidades para ERPs e fintechs

Os debates sobre a evolução do Pix começam a apontar para um novo consenso no mercado financeiro: o sistema instantâneo criado pelo Banco Central deixou de ser apenas um meio de pagamento e passa a consolidar sua posição como infraestrutura financeira para os próximos anos. 

O tema esteve no centro das discussões do Payment View 2026, realizado no inovabra, reunindo representantes de diferentes setores do ecossistema financeiro para discutir os impactos da nova geração do Pix sobre bancos, fintechs, varejo e softwares de gestão. 

Durante o painel “Convergência — Pix 2.0 e a nova infraestrutura financeira”, executivos de empresas como Elo, Mercado Pago, ABFintechs, Celero e Pluggy discutiram como iniciativas como Pix Automático, Duplicata Escritural e Jornada Sem Redirecionamento começam a redesenhar a operação financeira das empresas brasileiras. 

Segundo Bruno Loiola, CEO da Pluggy, mesmo com visões distintas entre os participantes, houve consenso sobre o impacto estrutural dessas transformações. 

“O Pix é uma plataforma dando seus primeiros passos. Mesmo no estágio atual, já vemos mudanças profundas acontecendo no mercado financeiro e operacional das empresas”, afirmou. 

Pix amplia digitalização de processos B2B 

Um dos principais pontos discutidos durante o evento foi o potencial de transformação do mercado B2B brasileiro, especialmente em operações ainda sustentadas por processos manuais e fluxos físicos. 

Durante o painel, Edson Santos, da Colink, destacou o volume estimado de R$ 4 trilhões em transações a prazo no Brasil, grande parte ainda dependente de rotinas pouco digitalizadas. 

Na avaliação dos participantes, esse cenário evidencia uma oportunidade significativa para fintechs, ERPs e empresas de infraestrutura financeira que buscam automatizar cobranças, conciliação, crédito e gestão de recebíveis. 

Com a evolução do Open Finance e a ampliação das funcionalidades do Pix, o movimento do mercado passa a exigir integrações mais inteligentes, liquidação em tempo real e jornadas financeiras com menos fricção operacional. 

Nova infraestrutura financeira ganha força 

Outro destaque do evento foi a percepção de que o Brasil reúne condições únicas para acelerar essa transformação em escala global. 

Fernanda Guedes, do Bradesco, reforçou durante o debate que a combinação entre infraestrutura regulatória, velocidade de adoção tecnológica e avanço do Open Finance posiciona o país em um cenário favorável para liderar a próxima geração dos pagamentos digitais. 

Na prática, a evolução do Pix começa a criar uma camada de infraestrutura capaz de impactar não apenas pagamentos instantâneos, mas também recorrência, crédito, autenticação financeira e automação de processos empresariais. 

Para empresas de tecnologia, ERPs e fintechs, o avanço dessas iniciativas deve ampliar a demanda por soluções capazes de integrar bancos, automatizar fluxos financeiros e reduzir a dependência de processos manuais. 

Nesse cenário, o Pix deixa de ser apenas um produto financeiro e passa a ocupar um papel estratégico na modernização da infraestrutura operacional das empresas brasileiras. 

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