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ERP Summit Cast: Bruno Castro, da K8 Fintech, fala sobre Embedded Finance, Bank as a Service e o futuro financeiro dos ERPs

No episódio da terceira temporada do ERP Summit Cast, Bruno Castro, CEO da K8 Fintech, discutiu o avanço do Embedded Finance no ecossistema de ERPs, os desafios regulatórios do mercado financeiro e o papel estratégico das software houses na distribuição de serviços financeiros. O executivo destacou como automação, dados e integração financeira estão transformando os modelos de negócio das empresas de tecnologia. 

Redação Portal ERP
18 de mai. de 2026
T|Fonte:18px
4 min de leitura
ERP Summit Cast: Bruno Castro, da K8 Fintech, fala sobre Embedded Finance, Bank as a Service e o futuro financeiro dos ERPs

Durante o episódio do ERP Summit Cast, apresentado por Dama Roman e Jonathan Santiago, o convidado Bruno Castro, CEO da K8 Fintech, compartilhou sua visão sobre a convergência entre ERPs e serviços financeiros. A conversa explorou desde a origem da fintech até os impactos do Embedded Finance, do Open Finance e da digitalização financeira no mercado corporativo brasileiro. 

Segundo o executivo, a criação da K8 surgiu a partir de uma transformação estrutural do mercado de cobrança. Com experiência no setor gráfico e na impressão de boletos bancários, Bruno explicou que a empresa nasceu da necessidade de modernizar processos tradicionalmente físicos e migrá-los para fluxos digitais e automatizados. Na prática, a pandemia acelerou esse movimento ao impulsionar a digitalização das empresas e ampliar a demanda por soluções financeiras integradas aos sistemas de gestão. 

Outro ponto abordado foi a mudança do papel dos ERPs dentro do ecossistema financeiro. De acordo com Bruno Castro, as software houses passaram a ocupar uma posição estratégica por concentrarem dados operacionais, automações e fluxos críticos das empresas. Nesse cenário, o ERP deixa de ser apenas uma ferramenta administrativa para atuar como um hub financeiro capaz de integrar pagamentos, cobranças, crédito e conciliações em uma única jornada digital. 

Durante a conversa, o executivo também explicou o conceito de Bank as a Service (BaaS) e como esse modelo vem sendo utilizado para permitir que ERPs distribuam produtos financeiros sem necessariamente se tornarem bancos. Segundo ele, o BaaS vai além de APIs financeiras: envolve governança, compliance, segurança e regulação. A proposta da K8, segundo o CEO, é justamente reduzir a complexidade operacional e regulatória para que software houses possam monetizar serviços financeiros mantendo o foco em seu core business. 

A discussão avançou para os impactos econômicos e estratégicos do Embedded Finance nas software houses. Bruno destacou que ERPs que incorporam serviços financeiros conseguem aumentar receita recorrente, elevar ticket médio e reduzir churn por meio de jornadas mais integradas e automatizadas. Além disso, o executivo reforçou que os dados transacionais presentes nos sistemas de gestão representam um diferencial competitivo relevante para análise de crédito, personalização de ofertas financeiras e geração de inteligência operacional. 

Outro tema relevante foi o cenário regulatório brasileiro. Segundo o CEO da K8 Fintech, o mercado financeiro nacional passou por um período de forte flexibilização regulatória nos últimos anos, o que impulsionou o crescimento das fintechs. Contudo, após episódios recentes envolvendo riscos operacionais e governança, o Banco Central passou a endurecer critérios relacionados a onboarding, segurança e responsabilidade das instituições financeiras. Nesse contexto, Bruno defendeu que empresas que atuam com Embedded Finance precisam estruturar processos robustos de compliance e cibersegurança. 

A pauta de segurança digital também ganhou destaque no episódio. Durante a conversa, Bruno explicou que a proteção financeira exige uma abordagem ampla, envolvendo validação de identidade, políticas antifraude, monitoramento transacional, governança de dados e testes constantes de vulnerabilidade. Segundo ele, a confiança passa a ser um elemento central para empresas que desejam operar serviços financeiros integrados aos ERPs, principalmente diante do aumento das ameaças cibernéticas e da complexidade regulatória. 

Ao analisar o futuro do setor, o executivo afirmou que a tendência é que os ERPs avancem cada vez mais para modelos de finanças embarcadas. Para ele, empresas que não incorporarem automações financeiras e serviços integrados poderão perder competitividade nos próximos anos. Além disso, Bruno citou movimentos como Open Finance, Drex e split payments como transformações que devem impactar diretamente o desenvolvimento de novas jornadas financeiras dentro dos sistemas de gestão empresarial. 

Encerrando o episódio, Bruno Castro reforçou que muitas software houses ainda subestimam o potencial financeiro existente dentro de suas próprias bases de clientes. O principal insight da conversa foi justamente a mudança de percepção sobre o ERP: de ferramenta operacional para plataforma estratégica de distribuição financeira e geração de receita recorrente. O episódio completo do ERP Summit Cast aprofunda os desafios, oportunidades e tendências que devem moldar o futuro da integração entre tecnologia, finanças e gestão empresarial. 

https://www.youtube.com/watch?v=Y95q7_DhPrY 

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Redação Portal ERP

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