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A inovação não está fora do ERP. Ela só precisava de espaço para voltar

O Open Finance recoloca o ERP no centro da experiência financeira das PMEs, integrando bancos, dados e pagamentos em um único fluxo conectado e flexível

Redação Portal ERP
10 de dez. de 2025
T|Fonte:18px
4 min de leitura
A inovação não está fora do ERP. Ela só precisava de espaço para voltar

Durante anos, a inovação financeira avançou fora dos ERPs, em bancos digitais, hubs de cobrança e plataformas paralelas. Para o gestor, isso significou mais ferramentas e mais janelas abertas, enquanto tarefas operacionais continuavam consumindo tempo.

Segundo o relatório da New Field Research, as PMEs brasileiras gastam em média 21 horas por semana só com a gestão de despesas, se incluirmos as receitas e todas as atribuições financeiras isso pode significar, basicamente, uma pessoa dedicada ao financeiro.

Mas se o ERP sempre foi o centro da operação, por que a experiência financeira continuou acontecendo fora dele e exigindo tanto trabalho adicional das PMEs?

A proximidade que temos com nossos mais de 300 clientes, muitos deles líderes no setor, nos permite afirmar que a falta de integrações confiáveis e que permitissem criar fluxos de trabalhos totalmente integrados via API era o principal vilão.

O Open Finance diminuiu essa distância, permitindo a criação de fluxos conciliados de ponta a ponta, que integram dados e pagamentos no ERP sem obrigar as empresas a trocarem de banco, mudarem seus hábitos ou adotarem ferramentas que não desejam.

Conectividade em tempo real sem mudar de banco

O Open Finance não muda a forma como a PME escolhe seus serviços financeiros. Pelo contrário, permite que ela continue usando o banco que quiser, e que o ERP simplesmente reúna essas informações e experiências de forma padronizada e em tempo real.

Essa flexibilidade é essencial porque as PMEs são muito diversas e tem necessidades diferentes. Algumas trabalham com dois ou três bancos diferentes. Outras têm conta digital e conta tradicional. Há quem prefira manter pagamentos fora do ERP. Há quem queira trazer tudo para dentro do sistema.

O papel do ERP não é impor um padrão. É acomodar todos eles. A conectividade multibanco do Open Finance torna isso possível: um único padrão técnico, independentemente da instituição financeira escolhida pelo cliente.

O ERP como espaço de escolha e flexibilidade

O Open Finance transforma o ERP na experiência central de informação e ação, não significa que tudo precise ser feito no ERP. Ela significa que, se o cliente quiser, ele pode.

Pagar um fornecedor direto da fatura que ele enviou pelo ERP, visualizar os saldos de todas as contas, conciliar transações sem baixar OFX. Tudo isso passa a ser uma opção, não uma exigência.

Para pagar, o cliente clica no botão 'Pagar com Pix' dentro da fatura. O sistema processa, e em segundos a fatura está baixada. Para quem paga, conveniência. Para quem recebe, ele acabou de automatizar o processo de cobrança e conciliação que múltiplos passos no banco e no ERP.

Para os gestores que preferem continuar usando o app do banco para pagamentos, o ERP segue funcionando normalmente e trazendo dados para automatizar boa parte da conciliação. Para quem deseja centralizar tudo em um só lugar, o ERP agora oferece essa facilidade.

Essa liberdade de escolha entrega o melhor dos dois mundos: automação para quem quer velocidade e respeito aos processos de quem prefere os canais tradicionais. Dado que 49% das PMEs ainda optam pelo uso direto dos bancos (BMC + Visa), o ERP deixa de ser uma ferramenta que impõe um novo comportamento para ser a plataforma que orquestra a complexidade, independentemente de onde o clique acontece.

A experiência certa para cada tipo de PME

Quando o ERP se conecta a múltiplas instituições ao mesmo tempo, ele não só automatiza tarefas como também respeita as diferenças entre os negócios.

O resultado é que o extrato do seu cliente agora está sempre atualizado, sem uploads. O processo de conciliação que consumia 2 dias é concluído em tempo real no seu sistema, com um formato de dados padronizado.

A tecnologia se adapta ao fluxo da PME, e não o contrário. Pesquisas recentes mostram que pequenas empresas precisam de ferramentas que acompanhem sua realidade, não que imponham um novo modo de operar.

A inovação não está fora do ERP. Ela só precisava de espaço para voltar.

O Open Finance reorganiza a experiência financeira sem obrigar a PME a trocar de banco ou plataforma. Ele apenas permite que o ERP, que já é o centro da gestão, se torne também um ponto de conveniência, autonomia e escolha.

A Pluggy viabiliza essa integração multibanco e multiexperiência, permitindo que cada ERP atenda diferentes perfis de clientes com necessidades e maturidades distintas. Sem forçar mudanças. Sem impor novos hábitos. Apenas conectando o que antes estava disperso.

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