
A Reforma Tributária iniciou, em janeiro de 2026, uma mudança estrutural para empresas usuárias do ERP Protheus. A introdução do IBS e da CBS exige uma nova arquitetura fiscal, baseada no Configurador de Tributos, e marcou o início de uma transição que vai além do simples ajuste de alíquotas.
Para viabilizar essa mudança sem impacto imediato na operação, muitas empresas adotaram o modelo híbrido, no qual os novos tributos são tratados pelo Configurador de Tributos enquanto os impostos antigos permanecem sendo calculados via TES. Esse cenário é compreensível no curto prazo, mas não foi desenhado como solução definitiva.
O período de testes e o que ele representa
A regulamentação definiu um período oficial de testes e validações, válido para todas as empresas. Durante essa fase, não há aplicação de penalidades relacionadas ao preenchimento dos campos de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos, desde que as obrigações acessórias sejam cumpridas. Ao longo de 2026, a apuração desses tributos ocorre em caráter informativo.
Esse prazo, porém, é transitório. A partir de 01/04/2026, as exigências passam a ser aplicadas com maior rigor, reduzindo a margem para ajustes improvisados.
O impacto técnico no Protheus
Do ponto de vista tecnológico, o Protheus caminha para consolidar o Configurador de Tributos como motor fiscal principal. Nesse contexto, manter regras complexas e exceções exclusivamente no TES tende a gerar retrabalho, limitações técnicas e dificuldades de evolução do ERP.
Por esse motivo, a migração do legado fiscal passa a ser uma etapa estratégica para empresas que desejam manter estabilidade e previsibilidade operacional.
A principal dor das empresas
Nas conversas com o mercado, um ponto aparece de forma recorrente: o desafio não está em entender o Configurador de Tributos, mas em migrar a lógica histórica construída no TES. Anos de regras fiscais, exceções e particularidades operacionais não se traduzem automaticamente para o novo modelo.
Sem método, esse processo se torna lento, arriscado e difícil de homologar, fazendo com que muitas empresas permaneçam no modelo híbrido além do ideal.
Planejar agora reduz riscos
O período de testes deve ser visto como uma oportunidade estratégica. Cada mês sem planejamento é menos tempo para mapear regras, validar cálculos em paralelo e estabilizar o ambiente antes do aumento do rigor regulatório.
Uma abordagem prática para a migração
Na Atos Data, essa transição é tratada como um processo estruturado. A empresa atua ajudando organizações a traçarem um plano de migração do TES para o Configurador de Tributos, combinando metodologia com carga automatizada de dados, o que aumenta significativamente a velocidade do projeto e reduz riscos operacionais.
Essa abordagem permite acelerar a tradução das regras antigas, minimizar divergências entre os motores de cálculo e realizar homologações sem interromper a operação.
Considerações finais
A Reforma Tributária impõe novos desafios técnicos ao Protheus. O período de testes oferece tempo para adaptação, mas exige planejamento. Mais do que configurar novos tributos, o foco agora deve ser migrar o legado fiscal de forma estruturada, garantindo que o ERP esteja preparado para evoluir com segurança no novo cenário tributário.



