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Kamino capta R$54 milhões e mira avanço entre médias empresas brasileiras

Rodada liderada pelos fundos Flourish Ventures e Quona Capital será usada para aquisição de clientes e expansão de produto

Redação Portal ERP
23 de set. de 2025
T|Fonte:18px
5 min de leitura
Kamino capta R$54 milhões e mira avanço entre médias empresas brasileiras
Gabriel Benevides, Benjamin Gleason, Juliana Strohl, Gonzalo Parejo, Raphael Godoy, Rodrigo Perenha e Guto Fragoso - Foto: Divulgação

 

A Kamino acaba de anunciar uma nova rodada de investimentos de R$54 milhões (US$10 milhões). Com o aporte, a empresa busca se consolidar ainda mais no mercado, oferecendo ao CFO análises automáticas de desempenho e ferramentas para planejar e executar decisões financeiras com agilidade e precisão.

Com a nova rodada, a Kamino totaliza mais de R$108 milhões (US$20 milhões) captados desde sua fundação em 2021. A captação foi coliderada pelos fundos globais Flourish Ventures e Quona Capital, referência em fintechs de alto impacto em mercados emergentes. Outro destaque da rodada é a entrada da Endeavor Catalyst, fundo de coinvestimento da rede global Endeavor, voltado ao apoio a empreendedores de alto impacto. 

“Estamos construindo a principal plataforma financeira das médias empresas brasileiras. Já eliminamos grande parte do trabalho manual em contas a pagar e a receber, integramos dados de todos os bancos em tempo real e reduzimos desperdícios causados por fraude, pagamentos incorretos ou gestão ineficiente de cobranças — tudo com controle total do caixa em um só lugar. Agora damos o próximo passo: apoiar os CFOs com análises automáticas, previsões de fluxo de caixa e informações confiáveis para decisões rápidas e estratégicas”, afirma Gonzalo Parejo, CEO da Kamino.

Para Arjuna Costa, Managing Partner da Flourish Ventures, a startup está resolvendo um grande problema para as empresas de médio porte brasileiras. "A falta de integração, eficiência e visibilidade nas operações financeiras é algo real e precisa ser resolvido de forma urgente. Ao unir software, banco e produtos financeiros em uma única plataforma, a empresa entrega valor imediato e cria a base para mudar a forma como esses negócios são gerenciados e utilizam seus capitais", comenta.

Já para Jonathan Whittle, cofundador e Managing Partner da Quona Capital, o diferencial da Kamino está na excelência do produto e na experiência do time fundador. “Desde o início, eles combinaram profundo conhecimento do mercado com uma execução exemplar, criando uma solução robusta, escalável e capaz de resolver dores reais das médias empresas. É essa combinação que nos dá confiança para reforçar nossa parceria e apoiar o próximo ciclo de crescimento.”

Fundada em 2021, a Kamino iniciou sua jornada atendendo startups e empresas early-stage. Com o tempo, percebeu que o problema de gestão financeira era ainda mais crítico em médias empresas, muitas vezes presas entre planilhas de Excel, internet banking e ERPs genéricos.

De acordo com a empresa, a virada estratégica da Kamino aconteceu a partir da própria experiência dos fundadores, da escuta ativa de clientes e da constatação de um padrão recorrente: empresas de médio porte com alto volume de transações, processos financeiros manuais e times sobrecarregados. “Entre soluções simples demais, pensadas para pequenos negócios, e ERPs tradicionais que fazem de tudo, mas falham na gestão financeira, havia um vazio: nenhum deles entregava visibilidade em tempo real, controle de caixa e agilidade para a tomada de decisão", comenta Parejo.

O produto foi desenhado para atacar as dores centrais do time financeiro: captura automática de pagamentos, execução de lotes em segundos, conciliação em tempo real, emissão massiva de faturas, cobrança automatizada e gestão de despesas corporativas com cartões físicos e virtuais próprios. A inteligência artificial agregada permitiu acelerar processos, reduzir erros e apoiar decisões. Setores como serviços financeiros, SaaS, food service, hospitalidade, agências, logística e saúde concentram a maior parte dessa demanda. O foco passou a ser empresas com grande volume de pagamentos e/ou recebimentos mensais, que buscam automação, controle e inteligência em uma única plataforma. Hoje, mais de 50% da base de clientes da startup é do setor de serviços, e a maioria já utiliza as soluções financeiras integradas ao software da Kamino.

O futuro da Kamino e o papel do CFO

Com a nova rodada, a Kamino comenta que deu início a uma nova etapa de produto, voltada especialmente para apoiar CFOs de médias empresas. A missão é ampliar os recursos que dão visibilidade ao time financeiro, desde analistas até a liderança, com alertas preditivos, dashboards em tempo real e integração total com pagamentos, recebimentos e conciliação. “Nosso objetivo é ser a plataforma central do CFO e de sua equipe, comandando todo o fluxo de caixa e as informações financeiras da empresa. A partir dessa base, vamos alavancar IA para oferecer novos produtos de software e soluções financeiras que aumentem a eficiência e acelerem o crescimento”, comenta Gonzalo Parejo sobre os planos para o futuro.

Além de automatizar rotinas operacionais, a empresa diz apostar no poder dos dados para orientar decisões estratégicas. Com 100% das informações financeiras trafegando pela plataforma, a Kamino já desenvolve recursos de inteligência artificial para reconhecimento de planilhas, conciliação de cartões e automação de regras financeiras. O próximo passo, segundo ela, é gerar insights inteligentes para antecipar problemas de caixa, detectar anomalias e prever necessidades de capital.

"Estamos entrando em uma nova fase de crescimento e escala, construindo o sistema financeiro do futuro, baseado totalmente em dados e não mais em processos manuais. Queremos identificar padrões de comportamento financeiro e entregar inteligência na mão do CFO", afirma Gonzalo. Com uma tese validada e um grupo de fundadores com amplo conhecimento em escalabilidade de negócios — Gonzalo Parejo, cofundador do nstech e do Ontruck; Benjamin Gleason, cofundador do GuiaBolso; Guto Fragoso, ex-líder de produto da Amazon Brasil; Rodrigo Perenha, ex-diretor de tecnologia do Mercado Pago; e Juliana Strohl, ex-Head Legal, Regulatório e Compliance no Guiabolso e no Tino —, a expectativa da empresa é alcançar mais de R$54 milhões (US$10 milhões) de receita recorrente anual em 2026.

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