Carlos R. Drechmer, CEO da ACOM - Foto: Divulgação
Uma parceria entre a brasileira ACOM Sistemas e a portuguesa ADECI está testando uma tecnologia capaz de prever, com alta precisão, o movimento e o perfil de consumo em restaurantes nas próximas semanas. A empresa comenta que o projeto-piloto no Brasil promete alterar profundamente a gestão do setor, combinando inteligência artificial e análise de dados para antecipar decisões estratégicas.
E se fosse possível saber, com um mês de antecedência, quantos clientes vão entrar no seu restaurante, quais pratos serão mais vendidos, quanto será faturado, quais ingredientes comprar e quantas pessoas escalar por turno? Essa é a promessa da união entre a ACOM Sistemas e a ADECI, companhia portuguesa focada em inteligência artificial para alimentação fora do lar.
O encontro, realizado durante missão do Sebrae e Fecomércio PR em Portugal, deu origem a um projeto-piloto que aplica tecnologia e análise de variáveis — como dados históricos, clima, sazonalidade e eventos locais — para prever demandas com acerto superior a 90%, segundo as empresas. Em alguns cenários, a margem de precisão chega a 99%.
Carlos R. Drechmer, CEO da ACOM, afirma que a solução representa “previsibilidade real para um dos setores mais desafiadores da economia”. Ele destaca que a tecnologia da ADECI complementa o que já vinha sendo desenvolvido no EVEREST 3.0: “A combinação é poderosa: IA aplicada à gestão em tempo real”.
O piloto está em funcionamento em um restaurante brasileiro, com metas como reduzir desperdícios, elevar a eficiência operacional e oferecer aos gestores informações estratégicas antes indisponíveis. “Saber, com dias de antecedência, quanto você vai faturar e o que será consumido muda toda a lógica de gestão. É como acender a luz num ambiente que antes era operado no escuro”, pontua Helder Pereira, CTO da ADECI.
A próxima etapa é expandir o uso da tecnologia para toda a base de clientes da ACOM no país — mais de 300 grupos de food service e cerca de dois mil CNPJs que utilizam o EVEREST 3.0. Para Drechmer, trata-se de levar “previsibilidade, redução de custos e ganho de performance” às cozinhas. “No setor onde margem de erro significa prejuízo, prever virou verbo obrigatório, e a inovação, o ingrediente principal”, conclui.



