
Adalberto Lollato, CEO da Prime IT
A Reforma Tributária do Consumo não é apenas uma mudança legislativa. É um teste de maturidade estrutural para as empresas brasileiras.
Até ao menos, 2033, organizações terão de operar sob dois regimes tributários simultaneamente. Isso exigirá não apenas adequação normativa, mas revisão profunda da arquitetura de seus sistemas de gestão.
ERP deixa de ser eficiência e passa a ser infraestrutura regulatória
Parametrizações fiscais, integrações entre áreas críticas, governança de dados e controle de processos passarão a ser variáveis estratégicas.
O risco não está na lei. Está na execução
Durante anos, a decisão por um ERP foi tratada como tema de eficiência operacional. Redução de retrabalho, integração de módulos, consolidação de relatórios. A Reforma Tributária desloca esse eixo. ERP passa a ser infraestrutura regulatória e instrumento de sobrevivência competitiva.
Empresas que operarem com sistemas mal estruturados ou excessivamente dependentes de procedimentos manuais tendem a ampliar risco fiscal, fragilidade contábil e perda de previsibilidade.
Rodrigo Bianchi, Head of TAX Business Unit da Prime IT, afirma que o principal erro do mercado hoje é subestimar a dimensão técnica da transição: “A Reforma Tributária não será vencida na leitura da lei. Será vencida na capacidade de executar processos com precisão e rastreabilidade. Quem não revisar arquitetura e governança de sistema agora enfrentará instabilidade operacional.”
Com 19 anos de atuação no ecossistema Microsoft Dynamics no Brasil, a Prime IT acompanhou a evolução do mercado desde as primeiras implantações industriais até o atual cenário de integração com inteligência analítica e automação fiscal.
Ao longo desse período, implementou mais de 150 projetos, participou da formação de mais de 100 consultores e atuou na recuperação de mais de 15 projetos conduzidos por outros integradores que apresentaram falhas estruturais.
Maturidade de gestão como critério competitivo
Para Adalberto Lollato, fundador e CEO da empresa, a mudança é estrutural e definitiva:“ERP não é projeto de tecnologia. É infraestrutura de decisão. Sistemas frágeis expõem fragilidades estratégicas. No novo ambiente tributário, maturidade de gestão será critério de competitividade.”
Segundo o CEO da Prime IT, o erro recorrente em projetos de ERP está na dissociação entre tecnologia, processos e liderança executiva. Projetos tratados como iniciativas de TI tendem a falhar. Projetos conduzidos como decisões de negócio sustentam crescimento.
O ERP Summit 2026 se insere nesse contexto como fórum de debate sobre governança, arquitetura fiscal e maturidade empresarial. O evento reflete um movimento mais amplo: tecnologia deixou de ser diferencial e passou a ser requisito mínimo para permanência no mercado.
No ERP Summit 2026, a Prime IT participa dessa discussão com foco na preparação técnica para o novo ambiente tributário e na consolidação de metodologias capazes de sustentar operações em um cenário de dupla regulação.
Até 2033, empresas que não investirem em robustez de arquitetura e integração fiscal enfrentarão aumento de custo, exposição regulatória e redução de competitividade.
A transição já está em curso. E improviso deixou de ser opção estratégica.




