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Reforma Tributária no Brasil: o que está em jogo e por que sua empresa deve se preparar agora

O sistema tributário brasileiro é mundialmente conhecido por sua complexidade, instabilidade e alto custo. Não é exagero dizer que, por décadas, ele foi um freio ao crescimento econômico, à competitividade internacional e até à segurança jurídica de empresas e investidores.

Redação Portal ERP
21 de jul. de 2025
T|Fonte:18px
4 min de leitura
Reforma Tributária no Brasil: o que está em jogo e por que sua empresa deve se preparar agora

A Reforma Tributária, aprovada em 2023 por meio da Emenda Constitucional nº 132 e regulamentada em 2025 pela Lei Complementar nº 214, surge como uma promessa de reequilíbrio. O objetivo? Tornar a tributação mais simples, justa e transparente, com impactos diretos no ambiente de negócios, no bolso do consumidor e, claro, na forma como as empresas operam.

Mas o que exatamente vai mudar? Quais os riscos, os benefícios e os desafios da transição? E, principalmente: como se preparar para um dos maiores reposicionamentos fiscais da história recente do Brasil?

 

Por que a mudança era urgente?

O atual modelo é marcado por:

· Mais de 90 obrigações tributárias diferentes;

· 5 grandes tributos sobre o consumo (PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI) que incidem em cascata, gerando cumulatividade e distorções;

· Conflitos entre entes federativos e insegurança jurídica crônica;

· Altíssimos custos de conformidade, especialmente para PMEs e setores menos estruturados.

Esse cenário afasta investimentos, penaliza a produtividade e torna a vida do empresário, seja pequeno ou grande, uma maratona de burocracias e cheia de riscos.

 

O que muda com a reforma?

1. Substituição de tributos atuais por três impostos

PIS e Cofins → CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – Federal

ICMS e ISS → IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – Estados e Municípios

IPI (parcial) → IS (Imposto Seletivo) – Produtos nocivos

Todos seguirão a lógica do IVA (Imposto sobre Valor Agregado): cobrado “por fora”, sem efeito cascata, com crédito garantido ao longo da cadeia produtiva.

 

2. Período de transição até 2032

· 2026: Testes com CBS e IBS (alíquotas reduzidas e compensatórias);

· 2027-2028: Extinção progressiva de PIS/Cofins; início da cobrança real da CBS; criação do IS;

· 2029-2032: Substituição gradual de ICMS e ISS pelo IBS (10% a 40% ao ano);

· 2033: Modelo 100% novo implementado.

 

Os efeitos esperados, e as incertezas

· Redução do litígio tributário e da guerra fiscal entre entes federativos;

· Mais transparência para o consumidor (valores destacados na nota fiscal);

· Fim da cumulatividade;

· Estímulo à eficiência operacional e à exportação;

· Menor distorção na alocação de investimentos.

 

Desafios e pontos de atenção

· Risco de aumento da carga tributária em setores de serviços, saúde e educação privada, já que o novo modelo pode nivelar as alíquotas para cima;

· Falta de definição da alíquota final de referência, o que ainda impede projeções exatas;

· Dependência de integração tecnológica e institucional entre os entes federativos para que o novo sistema funcione de fato como “unificado”;

· Mudanças profundas em documentos fiscais, regras de crédito e sistemas de ERP, exigindo forte adaptação.

 

Impacto por setor econômico

Setor: Agronegócio

Impacto esperado: Alíquota reduzida (60% a 100%) e isenções específicas. Ganhos com desoneração de exportações.

 

O papel da tecnologia na adaptação

A complexidade da transição exige mais do que vontade política. Exige ferramentas adequadas para projeção, simulação e execução.

 

Nossas plataformas como os ERPs (XT, X, Mega, UAU), bem como soluções de mensageria fiscal, estão sendo atualizados para garantir:

· Atualização automática de alíquotas e regras;

· Apoio direto na formação de preços de venda com base na nova lógica tributária e na apuração contábil do custo real das operações, considerando os tributos incidentes em cada etapa da cadeia;

· Emissão de documentos fiscais em conformidade com os novos tributos;

· Integração com mecanismos como split payment e cashback;

· Geração de relatórios e dashboards para análises tributárias em tempo real.

 

Quem se prepara agora, larga na frente

A Reforma Tributária brasileira é inevitável e transformadora. É como trocar o motor de um avião em pleno voo: o risco é alto, mas a recompensa também. O que define o sucesso da jornada não é a sorte, mas a preparação.

Empresas que investirem hoje em conhecimento, tecnologia e simulação terão vantagem competitiva real quando a mudança for definitiva. Por outro lado, quem esperar pela última hora, provavelmente pagará o preço em multas, ineficiência e perda de margem.

 

A boa notícia?

Você não precisa fazer isso sozinho.

Nós, da InformAction, já estamos preparados para apoiar sua empresa nessa transição, com soluções robustas, consultorias especializadas e conhecimento técnico de ponta.

Reforma Tributária não é problema. É oportunidade para quem sabe se adaptar. Vamos conversar?

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Por Álvaro Almeida – Diretor Comercial da InformAction Consultoria Empresarial

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