Kele Dias, executiva de negócios da CeosGO
A automação de processos e o uso de ferramentas digitais têm sido fatores decisivos para hospitais que buscam a acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), reconhecimento que atesta não apenas a excelência no cuidado ao paciente, mas principalmente a maturidade e integração da gestão hospitalar. Segundo especialistas, a tecnologia tem papel fundamental na consolidação da cultura de melhoria contínua, tornando-se estratégica para alcançar padrões internacionais de qualidade e segurança assistencial.
Considerada uma avaliação independente e externa, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) tem como objetivo indicar se a instituição avaliada atende a padrões que garantem excelência no cuidado ao paciente e na experiência dos profissionais de saúde. A acreditação, gerenciada por Instituições Acreditadoras Gerenciadas (IACs), identifica o nível de qualidade, segurança e maturidade da gestão hospitalar.
Dividida em três categorias (Acreditado/Nível 1; Acreditado Pleno/Nível 2; e Acreditado com Excelência/Nível 3), a certificação ONA avalia, inicialmente, padrões de qualidade, segurança e os requisitos do CORE (conjunto de normas fundamentais para a assistência segura). Para avançar de nível, é essencial que a instituição adote processos de gestão integrados e promova comunicação fluida entre setores—fatores cada vez mais viabilizados pelo uso de tecnologia.
Nos estágios avançados, a maturidade da gestão depende fortemente de recursos tecnológicos. “Nos níveis avançados da acreditação ONA, a tecnologia se torna aliada essencial da gestão. Afinal, através de ferramentas digitais, as instituições ganham com automatização de processos, redução de falhas e redirecionamento de recursos e acompanhamento de indicadores para as tomadas de decisão assertivas. Todas essas vantagens somadas contribuem, e muito, para a conquista desse reconhecimento tão importante para o mercado da saúde”, sinaliza Kele Dias, executiva de negócios da CeosGO, empresa voltada para transformar a gestão das empresas com softwares que simplificam fluxos e a administração.
Atualmente, das mais de 380 mil organizações de saúde registradas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), apenas 2.035 são acreditadas. Deste total, a ONA responde por 72,1% das certificações, o que corresponde a mais de 1.700 instituições, entre as quais 430 hospitais. Isso significa que apenas 0,45% dos serviços de saúde cadastrados no CNES são certificados no Brasil.
Para a executiva da CeosGO, essa baixa aderência reflete a necessidade de investir não apenas em padrões assistenciais, mas também em tecnologia de gestão. Dados da Anvisa mostram que, entre agosto de 2023 e julho de 2024, registraram-se mais de 295 mil falhas na assistência à saúde em todo o país. “Através do investimento em tecnologias de automação que reduzem/eliminam a ocorrência de quase-falhas em setores como Farmácia e Segurança do Paciente, por exemplo, o hospital ganharia mais agilidade e eficiência operacional. Além disso, passaria mais segurança ao usuário - uma vez que, através do compartilhamento de dados entre eles, a quase-falha seria evitada antes de chegar ao paciente”, complementa Dias.
Em um cenário onde a busca pela excelência já é realidade, contar com reconhecimentos como a ONA, alavancados por tecnologia de gestão, se consolida como diferencial estratégico e reforça o compromisso dos hospitais com o cuidado seguro e eficiente.




