Para enfrentar desafios relacionados à gestão de escalas e jornadas na assistência, o Einstein desenvolveu uma ferramenta baseada em dados para apoiar a distribuição de equipes e otimizar operações hospitalares. Após mais de uma década de uso interno, a solução passou a ser disponibilizada para outras instituições.
Criada na área de Inovação da organização, a ferramenta surgiu com foco em organizar a distribuição de profissionais conforme a demanda assistencial, um desafio recorrente em hospitais e redes de atendimento. Ao longo dos anos, a solução foi aprimorada dentro da rotina hospitalar e passou a incorporar recursos voltados à análise operacional e apoio à tomada de decisão.
“Quando falamos de gestão em saúde, estamos falando de decisões que precisam ser rápidas, assertivas e baseadas em dados. O Escala permite exatamente isso: transformar informação operacional em ação, ajustando equipes de forma dinâmica e garantindo que cada área funcione com o dimensionamento adequado”, afirma Rodrigo Cordesco, gerente do Fluxo do Paciente e comando Operacional do Einstein.
No Hospital Municipal Vila Santa Catarina Dr. Gilson de C. Marques de Carvalho, em São Paulo, gerido pelo Einstein, a ferramenta contribuiu para redução de 5% nos custos de enfermagem ao permitir alocação mais precisa das equipes de acordo com a demanda assistencial.
Além de unidades públicas administradas pela organização, a solução também vem sendo utilizada por instituições privadas em diferentes regiões do país.
Com base em dados e modelos preditivos, a plataforma permite dimensionar equipes considerando fatores como ocupação, perfil assistencial, regras trabalhistas e disponibilidade de profissionais, apoiando decisões operacionais e ajustes em tempo real.
“Esse é um movimento natural de maturidade. O Escala nasceu para resolver uma dor real dentro do Einstein e foi evoluindo junto com a complexidade da nossa operação. O que estamos fazendo agora é compartilhar uma solução que já foi amplamente testada, validada e refinada no maior hospital da América Latina”, afirma Claudia Laselva, diretora de Serviços Hospitalares e Práticas Assistenciais do Einstein.
Segundo a instituição, entre os resultados observados internamente estão ganhos operacionais ligados à gestão de jornadas e alocação de equipes. No primeiro mês de uso da ferramenta no centro de comando operacional do Einstein, houve redução de 85% nas horas extras.
“Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), cerca de 50% do custo de uma instituição de saúde está relacionado a pessoas. Ter visibilidade e controle sobre esse recurso é fundamental para garantir sustentabilidade. O Escala traz essa capacidade ao permitir planejamento mais estruturado e decisões mais inteligentes sobre a alocação de equipes”, afirma Rafael Rachid, coordenador do núcleo de processos e performance do Einstein.
Entre os recursos da solução está um módulo de dimensionamento voltado à visibilidade contínua da operação, permitindo antecipar demandas, redistribuir profissionais e apoiar maior controle sobre custos e qualidade assistencial.




