
Em 2021, o Brasil foi o 5º maior país que recebeu ataques cibernéticos, segundo a consultoria alemã Roland Berger. Logo no primeiro mês, um vazamento de dados expôs mais de 223 milhões de brasileiros, incluindo pessoas falecidas, o que mostra a gravidade do assunto.
Ao longo do ano, a prática foi ficando recorrente e em 2022 o cenário não é diferente, pegando como exemplo o caso das Lojas Americanas. O momento impulsiona para que a criação de comitês de segurança da informação sejam cada vez mais formados.
Para contextualização, o coordenador de Segurança da Informação da DB1, André Luiz Alves, explica que o que as pessoas precisam entender é sobre esse tema é: boa parte desses ataques ocorre através da disseminação de um ransomware, em outras palavras, ameaça também chamada de vírus ou malware, que criptografa os arquivos e pede um resgate para "descriptografar" os dados.
“A prática infecta todos os computadores e servidores envolvidos, parando todos os serviços prestados pela empresa”, completa. E pensando num cenário em que o aumento desses ataques é uma realidade, o conceito cibersegurança precisa estar mais frequente dentro do mundo corporativo", retrata André Luiz.
A melhor forma de prevenção, ainda de acordo com André, é ter um forte SGSI (Sistema de Gestão de Segurança da Informação), composto de políticas e diretrizes que envolvam pessoas, processos e produtos, sendo aderentes aos processos de negócio da organização.
“Aqui inclui-se o exemplo de uma política de backup e um PCN [Plano de Continuidade de Negócio], com definição de uma estrutura de recuperação de desastres, junto ao programa de treinamento e conscientização de todos que fazem parte do "ecossistema" da empresa, como colaboradores, clientes e parceiros”, frisa o executivo.
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