A digitalização das áreas de Recursos Humanos (RH) e Departamento Pessoal (DP) já é uma realidade em diversas empresas brasileiras. Quase metade (46%) delas utiliza softwares para gerenciar a maioria de seus processos, enquanto apenas 12% ainda operam exclusivamente por meio de planilhas. No entanto, a transformação digital encontra um obstáculo crítico: 48% dos profissionais afirmam que a maior barreira para avançar é a dificuldade de obter aprovação das lideranças.
O levantamento faz parte do Mapa do RH & DP 2025, estudo da Sólides que busca retratar o cenário da gestão de pessoas no Brasil. A pesquisa foi realizada com líderes e colaboradores das áreas de RH e DP em todo o país, com o objetivo de entender demandas, percepções e desafios enfrentados por esses profissionais. O relatório mapeia diferenças por perfil de respondente, aponta tendências emergentes e oferece insights estratégicos para empresas e fornecedores de soluções em gestão de pessoas.
O estudo também evidencia como novas tecnologias estão moldando o futuro dessas áreas. A inteligência artificial, por exemplo, já começa a fazer parte do dia a dia dos profissionais: 7 em cada 10 afirmam utilizar a tecnologia, e 80% dizem perceber ganhos concretos nos processos.
“O Mapa do RH & DP é uma ferramenta essencial para entender o momento do setor e onde estão os gargalos e oportunidades de evolução”, afirma Távira Magalhães, CHRO da Sólides. “Mais do que dados, ele traz uma leitura estratégica que contribui diretamente para o planejamento das empresas e também para o desenvolvimento de soluções mais alinhadas com as necessidades reais dos nossos clientes.”
Desigualdade de gênero e clima organizacional ainda são pontos de atenção
Apesar da maioria dos profissionais de RH e DP serem mulheres, elas ainda estão concentradas majoritariamente em posições de base e média senioridade. Nos cargos de coordenação, supervisão e gerência, a presença masculina se torna proporcionalmente maior, indicando um funil de gênero no acesso à liderança intermediária. A desigualdade também aparece na remuneração: de acordo com o levantamento, homens ganham, em média, 38% a mais que mulheres, revelando uma disparidade persistente tanto na ocupação de cargos quanto no reconhecimento financeiro.
Outro dado relevante do estudo diz respeito aos motivos que levam os profissionais de RH e Departamento Pessoal a trocarem de emprego. Fatores ligados à experiência dentro da empresa - como falta de oportunidades de crescimento (39%), sobrecarga de trabalho (38%) e liderança ineficaz ou falta de reconhecimento (38%) - são os principais gatilhos para desligamentos. Esses indicadores reforçam que a retenção de talentos está cada vez mais conectada a ambientes saudáveis, com espaço para desenvolvimento e lideranças que saibam acompanhar e valorizar suas equipes.
O Mapa do RH & DP 2025 foi realizado em parceria com a Offerwise por meio de um questionário estruturado de autoaplicação online. A coleta dos dados ocorreu entre os dias 17 e 28 de abril, contemplando homens e mulheres, com 18 anos ou mais, líderes e colaboradores das áreas de Recursos Humanos e Departamento Pessoal, pertencentes às classes A, B, C, D e E, atuantes em empresas de diferentes regiões do Brasil.





